“Para que pagar alguém para conversar se eu posso desabafar com um bom amigo de graça?”.

Eu sei, essa é uma dúvida muito comum e totalmente compreensível. Quero começar dizendo que ter amigos com quem podemos contar, que nos oferecem um ombro amigo e nos escutam em momentos difíceis, é uma das maiores bênçãos da vida. A amizade é um pilar fundamental da nossa saúde emocional e deve ser celebrada sempre.
Mas, por mais valiosa que seja essa relação, a conversa com um amigo e o processo terapêutico são experiências fundamentalmente diferentes. Elas não são excludentes; pelo contrário, são complementares. E é sobre essa diferença crucial, e sobre o poder transformador de um suporte profissional, que eu quero conversar com você hoje.
Aviso importante: Este conteúdo é informativo e não substitui o acompanhamento de um profissional.
A escuta especializada e técnica
Quando você conversa com um amigo, ele te escuta com o coração, com base no carinho que sente por você. Ele te dá conselhos baseados nas próprias experiências, tenta te animar e, muitas vezes, compartilha uma história parecida para que você não se sinta só. É uma troca de afeto, e isso é maravilhoso.
A escuta de um terapeuta, no entanto, é diferente. É uma escuta técnica, qualificada e intencional.
Eu não estou ali apenas para ouvir o que você diz, mas para identificar:
- Padrões de comportamento: Aquelas reações que se repetem em diferentes áreas da sua vida.
- Crenças limitantes: As “verdades” que você carrega sobre si mesmo(a) e que te impedem de avançar.
- O que não é dito: As pausas, as hesitações, as emoções que surgem no seu corpo enquanto você fala.
- A conexão entre o passado e o presente: Como eventos antigos podem estar moldando suas dificuldades atuais.
Minha escuta é livre de julgamentos e de opiniões pessoais. O meu objetivo não é te dar conselhos, mas sim te guiar com ferramentas e técnicas para que você encontre suas próprias respostas.
Um processo focado em resultados
Uma conversa com um amigo geralmente serve para aliviar um peso momentâneo. Você desabafa, sente um alívio e segue em frente. O problema é que, muitas vezes, a mesma angústia volta a aparecer, pois a raiz dela não foi tratada. É como aparar a grama, mas sem remover a erva daninha pela raiz.
A terapia é diferente. É um processo estruturado com um objetivo claro: a transformação.
Ainda que o objetivo inicial seja “me sentir melhor”, nós trabalhamos com um foco. Na Terapia de Reprocessamento Generativo (TRG), por exemplo, seguimos um protocolo específico para encontrar a causa original do seu sofrimento – seja um trauma, um bloqueio ou uma dor emocional profunda. Não ficamos apenas falando sobre o problema; nós o acessamos e o reprocessamos para que ele perca a força sobre a sua vida. Cada sessão é um passo em uma jornada com direção.
O valor da confidencialidade e do ambiente neutro
Aqui estão dois pilares que só a terapia pode oferecer de forma absoluta:
- Confidencialidade Total: O sigilo terapêutico é uma regra de ouro, protegida por ética profissional. O que é dito na sessão, fica na sessão. Ponto. Por mais leal que um amigo seja, ele faz parte do seu círculo social. A informação pode, mesmo sem querer, vazar ou alterar a dinâmica da amizade.
- Neutralidade Imparcial: Seu amigo te ama. Por isso, ele tem opiniões sobre seu parceiro(a), seu chefe, sua família. Ele tem expectativas e desejos para você. A opinião dele, por melhor que seja a intenção, nunca será 100% neutra. Como terapeuta, eu sou uma figura neutra na sua vida. Meu único interesse é o seu bem-estar e a sua verdade, livre de qualquer conflito de interesses. É essa neutralidade que te dá a liberdade de explorar seus sentimentos mais profundos sem medo de ser julgado(a) ou de magoar alguém.
Terapia é um dos maiores investimentos que você pode fazer
Amigos são o nosso bálsamo, nosso porto seguro para os dias de tempestade. A terapia é o tratamento que fortalece o barco, conserta as fissuras e te ensina a navegar com mais segurança e autonomia.
Por isso, encare a terapia não como um custo, mas como o melhor investimento que você pode fazer em si mesmo(a). É um investimento na sua saúde mental, na qualidade dos seus relacionamentos, na sua carreira e, acima de tudo, no seu futuro.
Se você ainda tem dúvidas e quer sentir na prática a diferença de um suporte profissional, eu te convido para uma conversa inicial de alinhamento. Não é um desabafo com uma amiga. É o primeiro passo de um processo estruturado, um espaço seguro para você ser ouvido(a) de uma forma que talvez nunca tenha sido antes e entender como podemos trabalhar juntos pela sua transformação.
Com carinho,
Eliana Custódio,
Terapeuta Emocional
Aviso Ético: As informações contidas neste artigo têm caráter exclusivamente informativo e educacional. Elas não substituem, de forma alguma, a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento proposto por um profissional de saúde qualificado.