Ajuda para os Pais: Como Apoiar seu Filho(a) Adolescente na Terapia?

Você nota seu filho ou sua filha mais distante? Talvez mais irritado(a), ansioso(a) ou trancado(a) no quarto a maior parte do tempo? O sorriso que antes era fácil agora parece raro e o diálogo se tornou um desafio?

Ilustração de um farol em um mar agitado, com um raio de luz brilhante. Representa a terapia como um guia seguro em momentos de dificuldade.
A terapia pode ser o farol que ilumina o caminho em momentos de desafio.

Se você está aqui, lendo este texto, é porque seu instinto de pai e mãe está apitando. E eu quero, inicialmente, te dizer: que bom que você está atento(a). Buscar terapia para adolescente não é um sinal de fracasso, mas sim o maior ato de amor e cuidado que você pode oferecer. A adolescência é uma fase de imensas transformações, e ela pode ser desafiadora não apenas para eles, mas para toda a família.

Lembre-se: você não está sozinho(a) nessa. Vamos conversar sobre como você pode ser o porto seguro que seu filho(a) tanto precisa neste momento.

Aviso importante: Este conteúdo é informativo e não substitui o acompanhamento de um profissional.


Os sinais de que seu filho(a) precisa de apoio

Muitas vezes, os pais ficam em dúvida se o que observam é “coisa da idade” ou um sinal de que algo mais profundo está acontecendo. Embora cada adolescente seja único, existem alguns sinais de que meu filho precisa de terapia que merecem a sua atenção.

  • Mudanças bruscas de humor: Irritabilidade constante, tristeza profunda, explosões de raiva ou apatia que parecem desproporcionais.
  • Isolamento social: Afastamento repentino dos amigos, da família e das atividades que antes gostava.
  • Queda no desempenho escolar: Dificuldade de concentração, notas caindo e desinteresse visível pelos estudos.
  • Alterações no sono ou apetite: Insônia, excesso de sono, perda ou ganho de peso significativo sem motivo aparente.
  • Expressões de desesperança: Frases como “ninguém gosta de mim”, “eu não sirvo para nada” ou um pessimismo constante sobre o futuro.

É fundamental entender que esses comportamentos raramente são “frescura” ou uma tentativa de chamar a atenção de forma negativa. Muitas vezes, são a única forma que o adolescente encontra para comunicar um sofrimento que ele nem mesmo entende ou sabe nomear. São um pedido de ajuda.


A importância da confidencialidade na terapia do adolescente

Essa é uma das maiores preocupações dos pais, e eu compreendo perfeitamente. “Como vou ajudar se não souber o que está sendo dito na sessão?”. A resposta está em uma palavra: confiança.

A confidencialidade é a base de tudo. Para que seu filho(a) se sinta seguro para se abrir, compartilhar suas angústias, medos e vulnerabilidades, ele precisa saber que aquele espaço é dele, e é sigiloso. Se ele sentir que o terapeuta é um “espião” dos pais, a porta se fecha e o processo terapêutico não avança.

Acalme seu coração. Meu papel, como terapeuta, é criar uma ponte. Embora o conteúdo específico das sessões seja protegido pelo sigilo, eu irei orientar os pais e a terapia do adolescente caminhará lado a lado. Meu objetivo é guiar vocês sobre as melhores formas de oferecer apoio emocional para adolescentes, como melhorar a comunicação em casa e como fortalecer os laços familiares. O foco é no “como ajudar”, e não no “o que foi dito”.


Como os pais podem apoiar a jornada terapêutica?

Saber como ajudar o filho adolescente é o grande desejo dos pais. O seu apoio, mesmo que à distância do consultório, é uma das peças mais importantes para o sucesso da terapia. Aqui estão algumas atitudes práticas que fazem toda a diferença:

  • Valide os sentimentos dele(a): Em vez de dizer “não fique assim”, tente “eu vejo que você não está bem, e estou aqui por você, mesmo que eu não entenda tudo”. A validação abre portas.
  • Não pressione por detalhes da sessão: Evite transformar a terapia em um interrogatório. Apenas mostre que você está feliz por ele(a) estar se cuidando. Você pode dizer: “Fico feliz que você tenha o seu espaço para conversar”.
  • Seja um porto seguro, não um juiz: Crie um ambiente em casa onde ele(a) se sinta seguro para ser quem é, sem medo de críticas ou julgamentos.
  • Respeite o processo e o tempo dele(a): A terapia é uma jornada, não uma corrida. Haverá altos e baixos. Comemore os pequenos progressos e seja paciente nos momentos mais difíceis.
  • Cuide de você também: Apoiar um filho em sofrimento é desgastante. Reconheça seus próprios sentimentos, busque sua rede de apoio e cuide da sua saúde emocional. Você precisa estar bem para poder ajudar.

Um Passo de Cada Vez, juntos

A jornada da adolescência é como navegar em um mar agitado. A terapia é o farol que pode guiar seu filho(a) para águas mais calmas, e vocês, pais, são o porto seguro onde ele(a) sabe que sempre pode atracar. Seu papel é insubstituível.

Se você tem dúvidas sobre como a terapia pode ajudar seu filho(a) ou como você pode lidar melhor com essa fase, eu convido você para uma conversa inicial de alinhamento. É um momento sem compromisso para você tirar todas as suas dúvidas como pai ou mãe e entender o próximo passo com total segurança e acolhimento.

Com carinho,
Eliana Custódio,
Terapeuta Emocional


Aviso Ético: As informações contidas neste artigo têm caráter exclusivamente informativo e educacional. Elas não substituem, de forma alguma, a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento proposto por um profissional de saúde qualificado. Em caso de crise ou risco iminente, procure ajuda profissional imediatamente.